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auto-terapia



Sábado, 13.05.17

O meu milagre!

 Aproveitando o enquadramento do 13 de Maio vou falar-vos de milagres. Sim, de milagres, pasme-se, porque eu inacreditavelmente tive o privilégio de ser abençoada com um! Porque quer-me parecer que isto dos milagres não acontece quando nós queremos ou pedimos ou achamos que precisamos, mas antes quando tem que ser, quando já não estamos à espera, quando realmente precisamos... 

E eu tive o meu milagre no dia 20 de Dezembro de 2016, às 16h49, e a minha vida mudou para sempre, mais uma vez!

Tudo começou em maio do ano passado, numa das alturas mais tristes da minha vida, a recuperar de uma grande perda e de um susto, quando eu comecei a achar que estava com uma pré-menopausa, mas que afinal se veio a revelar uma surpresa imensa quando descobri que estava grávida pela segunda vez! Lembro-me do sono, do cansaço, até que finalmente a minha intuição me convenceu e fui comprar um teste. Como é que é possível, pensei? E o espanto inicial deu logo lugar a uma alegria imensa, mas contida ainda, pois não partilhada ao mundo.

Dir-me-ão que todo o nascimento de uma criança é um milagre e é verdade, mas qual seria a probabilidade de isto me acontecer aos 45 anos, sem tratamentos, sem pensar no assunto e sem qualquer planeamento... Digo-vos eu que seria menos de 5%, pois vi num programa de infertilidade que essa é a probabilidade de engravidar para as mulheres de 40 anos, por isso imaginem qual será para as de 45!

Tal como da primeira vez adorei estar grávida e desta vez senti-me ainda mais abençoada precisamente porque nunca pensei que tal ainda viesse a acontecer. Claro que nem tudo foram rosas e assim desde cedo tive que me conformar com o rótulo de grávida de risco, no início mais pela idade (que ninguém me dava) e pela necessidade de fazer inúmeros exames de diagnóstico. A espera, a dúvida, a angústia de saber os resultados levaram inevitavelmente à ansiedade que foi aumentando de dia para dia com o medo de que algo pudesse não correr bem com a gravidez ou com o parto. E assim numa gravidez que estava a correr lindamente foram aparecendo algumas coisas provocadas pela minha ansiedade, que levaram a que o meu bebé nascesse antes do previsto com 36 semanas e 4 dias. Mas o milagre continuou e ele nasceu lindo, perfeito, maravilhoso como todos os bebés deviam nascer!

Este bebé veio ao mundo para me ensinar muita coisa e já começou... Tenho que seguir mais a minha intuição. Tenho que ser mais assertiva e usar a minha inteligência emocional e não ser agressiva, exigente e impaciente. Tenho que me relacionar com os outros com menos ansiedade e mais paciência, ouvir mais, falar menos, saber esperar, estar atenta aos sinais que o Universo me envia, no fundo e em resumo olhar mais para dentro de mim e ouvir aquilo que o meu eu interior tem para me dizer. Meditar! Fazer exercício! Ler! Ouvir música! Cantar! Dançar! Amar!

Encontrar o meu tempo, o meu lugar, o meu propósito! É que eu fui abençoada com um milagre e o mínimo que posso fazer é agradecer diariamente a vida que tenho, a minha família, o meu outro filho extraordinário e o amor que me rodeia e procurar todos os dias a melhor forma de retribuir as bençãos que recebi... Só o amor e a compaixão nos permitem evoluir e nada melhor do que ter um bebé para nos inundar desses sentimentos e querer tornar o mundo num sítio melhor. No fundo, quero dar aos outros um pouco daquilo que recebi...

Sim, porque acreditem: os milagres existem. E o meu chama-se Pedro :)

 

 

 

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por CrisSS às 21:41



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